quinta-feira, 20 de dezembro de 2012


Sinto-me vazia. A inspiração é coisa rara, que não se achega mais. As lagrimas me abandonaram junto com todas as palavras que completavam meus dias mais solitários. E continuo sozinha. Estou em um estado desesperador de silencio, meu olhar vaga em profundo desespero a procura de encontrar abrigo, e tenho saudade do brilho que ele tinha saudade do jeito que ele sorria em sintonia com meu sorriso. Não procuro entender porque cheguei a esse ponto, de viver porque tenho que viver a esse ponto de lutar apenas para não perder o costume. Coração partido? Talvez. Vida sufocada em liberdade? Não sei. Vontades não cumpridas? Supero. O ar fica cada vez mais fraco, respiro ofegante porque dentro tudo aperta como um nó. Ninguém entende, ninguém escuta, ninguém pergunta, mas ainda dói. E observo contente todos seguindo suas vidas cheias de amor, enquanto eu (...) bom eu crio um amor imaginário para não perder o encanto do sentimento. Mas não espero, não idealizo, não procuro. Permaneço sempre quietinha lembrando do que passou (...)

Jessica Carvalho