quinta-feira, 9 de maio de 2013

Baseado numa historia legal


Ela já estava cansada. Outra garrafa de Coca com Vodka chegando ao fim. Olhava pra tela do computador e as palavras fluíam bem mais fáceis. Se sentia bem, o álcool a fazia bem. Escrevia tantas coisas pra tantas pessoas, pra si mesma. Um livro sobre o tudo e o nada, sobre as reflexões da vida. Sorria. O som do Pearl Jam tomava conta do seu quarto.

Do outro lado da cidade, ele aproveitava a noite nos braços de uma mulher peituda sem nada na cabeça. Era assim que passava o seu dia. Já não lembrava quantas cervejas tinha tomado, tudo rodava, mas ele não ligava pra nada. Ninguém podia falar o que ele deveria fazer. Ele que sabia da sua vida. E gastar dinheiro com mulheres, bebidas e jogos de azar agora era seu prazer. Sorria.

Ela vivia sua vida virtual adorando a solidão, não sentia falta de ninguém. Fechada em seu mundo preto e branco. Era torcedora do Corinthians. Daquelas quase fanáticas. Acompanha futebol. Gostava de saber. Seu melhor amigo celular, com musicas de todos os gostos. Andava pela cidade a passos largos, sem olhar pros lados. Só querendo chegar ao seu destino..

Ele pegou um ônibus para a casa dela, mas não conseguiu chegar na hora certa, se perdeu no caminho e ela teve que buscar ele, o que deveria ser o contrario. Fazia muito calor, pensava em na praia, viajem que foi adiada. Uma pena estava empolgado. Ele suava, preocupado, queria uma cerveja.

Ela comprava cerveja no mercado. Enquanto explicava como ele fazia para chegar. Ele estava uma hora atrasado. E ela estava sorrindo por isso. Pensava em sorvete de doce de leite. Mas não tinha. Pensou que gosto seria o beijo dele. Mas seria muito ousado pensar isso. Desejar ele parecia ser um problema sem solução. Quando pertenciam a um grupo do qual ela já beijara outro alguém um tempo atrás.

Ele chegou, sorriso tímido. Ela o abraçou mesmo estando todo suado, parecia sexy, ele era sexy, o cabelo estava bagunçado. Fizeram panquecas, tomaram cerveja. E guerra de agua. Espuma. E tudo que tinha na pia. Ele jogou ela no chão. Quase se beijaram, ambos pensaram na opção. Enquanto o coração dele acelerava. O dela parava.

Ela se aproximou da boca dele e fechou os olhos. Eles se beijaram. E fizeram amor. Sim foi amor, mesmo sem saber que se amariam no futuro. Devagar e intenso. Os olhos não desviavam um do outro.
Ela começou a reparar nele. Em quanto seu jeito era diferente de todos que se aproximavam dela. Ele seria diferente, mas eram todos iguais. Estava confusa. Ele se foi sem um beijo de despedida.

Sem saber que nunca havia beijos de despedida, quando tudo estava apenas começando.

E então viveram felizes para sempre…


Melissa Lobo