segunda-feira, 20 de abril de 2015

Férias de Julho

Era outono, e nós caminhávamos pela praia de mãos dadas, e você sorria, me fazendo sorrir. Apostávamos corrida, e eu obviamente perdia. Eu já havia me apaixonado umas 50 milhões de vezes, por diversos caras diferentes. E aquilo definitivamente não era paixão. Eu busquei tantas vezes te mimar, te fazer enlouquecer. Na esquina da sua casa, em cima da passarela, ou de cueca bege. Ainda me lembro de quando a coisa ficou séria, de como você chorou, me lembro de como segurei a barra por você, quado sequei suas lagrimas, e te fiz dormir, eu segurei a barra, e até hoje não sei como fiz aquilo. E quando eu menos esperei nada mais eu encontrei, quando achei que nada mais podia nos separar. Você preferiu a companhia da solidão. E então eu segui, sem olhar para trás, sem voltar atrás, sem te esquecer. Seguindo sem nunca saber se no fundo você realmente me amava. E agora eu sei o que era aquele sentimento. Agora os livros e filmes de romance, fazem muito mais sentido, derramam uma quantidade inalcançável de lágrimas. E o meu diário permanece vazio na mochila. E eu me pergunto se é assim que tinha de ser. Ou se o erro foi meu de tentar o impossível, que é te esquecer. Mas eu sempre me pergunto porque é que você não me manda largar tudo. E me diz para ficar de uma vez na sua vida. Pois existem coisas que eu queria mais. Eu queria tanto te ouvir dizer agora que não passa de mentira quando dizem que o nosso amor morreu, que o tempo fecha todas as feridas, e que pra nós existe uma saída e que nem por um segundo me esqueceu...