"Era uma vez uma garota que não sabia amar, até que um dia um garoto quebrou seu coração."
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
Esperança
Era noite, a lua sorria para ela, mas era impossível conter as lagrimas Ela só queria um abraço, mas ele a deixou partir sozinha, e perdida na escuridão ela caminhou de mãos atadas em direção a unica coisa que ainda a mantinha viva. Esperança.
Eu só queria não estar sozinha
E você olha pra baixo e percebe que esta caindo. E do seu lado só há um espaço vazio. E é difícil conter as lagrimas, porque é difícil deixar ir tudo o que você sente, você se sente como se nunca mais fosse inteiro de novo. E não há maneiras de apagar o passado. Pois você me soltou, e me deixou lá para morrer. E eu deixei as memorias me quebrarem, porque quando tudo chega ao fim, você se lembra do começo, e dos sorrisos, e é como se as lagrimas não existissem. E eu só queria que você estivesse aqui comigo. Eu só queria que tudo terminasse bem. Eu só queria não estar sozinha. Mas sozinha eu agora eu estou.
Melissa Lobo.
Melissa Lobo.
Noite de Natal ...
Era Noite de Natal, enquanto as luzes natalinas espalhadas pela casa piscavam, ela pensava suavemente nele, e na ultima vez que estiveram juntos. Ele havia prometido uma carta, mas nunca estivera em suas mãos. Talvez tenha rasgado e jogado ao mar, e desistido de entregar. Mas ela ainda tinha esperança de ver o telefone tocar. Afinal era Natal. Ele ligaria, nem que fosse pra dizer um feliz natal. Meia noite chegou e o telefone não tocou. Logo se deu meio dia. O telefone tocou algumas vezes, mas em nenhuma delas era ele.
Talvez ele tivesse adormecido. Ela não podia acreditar que ele havia a esquecido. Mas o Natal acabou e o telefone não tocou. Ele não ligou. E ela adormeceu, entristecida o esqueceu.
Mas a poucos segundo do ano novo, ela resolveu ligar para ele, e fazer ele lembrar que ela o ama de verdade. Então ligou, e disse do fundo do seu coração. Eu te Amo, mas isso só vai durar até o ano acabar. Ela desligou, e um novo ano começou.
Melissa Lobo.
Se é para ser mestre em alguma coisa, então que sejamos mestres em nos libertar da patrulha do pensamento
"Benditos os que conseguem se deixar em paz. Os que não se cobram por não terem cumprido suas resoluções, que não se culpam por terem falhado, não se torturam por terem sido contraditórios, não se punem por não terem sido perfeitos. Apenas fazem o melhor que podem. Se é para ser mestre em alguma coisa, então que sejamos mestres em nos libertar da patrulha do pensamento. De querer se adequar à sociedade e ao mesmo tempo ser livre."
Martha Medeiros
Martha Medeiros
Tem um minuto?
Hoje eu queria o colo de um estranho, desses que a gente conhece no ponto de ônibus, em uma praça esquecida ou na fila do pão, queria alguém que tivesse duas horinhas livres, que permanecesse em silêncio prestando cuidadosamente atenção em cada pedaço dessa nossa história a la sessão da tarde, queria alguém que não tivesse um monte de conselhos ensaiados na ponta da língua e frases de efeito que até eu já decorei, não preciso de um livro de auto ajuda ambulante, nem de um amigo metido a psicólogo tentando entender minhas dores, quero só um desconhecido que me deixe desabar em palavras clichês e frases confusas, alguém que fique sem saber o que dizer quando eu terminar, mas possa me dar um abraço sincero e um colo seguro, alguém que sinta minhas dores na intensidade de cada silaba pronunciada, que pegue para si um pouquinho dessa dor só pra ver meu peito um pouco mais leve, quero alguém que saiba fazer cafuné, que possa chorar comigo sem ter um milhão de julgamentos prontos, alguém que como eu não saiba o que fazer, porque não tem, sabe?! É só o tempo que pode tratar dessas feridas, mas esse clichê já vem escrito, ninguém precisa me dizer.
Hoje eu só queria encontrar um desconhecido, alguém que não soubesse o que dizer, mas que tivesse o ouvido disponível pra me ouvir desabafar toda essa angustia presa aqui dentro.
Texto escrito em um guardanapo amassado, desconhecido, de uma festa animada.
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
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