terça-feira, 28 de maio de 2013

Não ir embora


Uma definição não encontrada no dicionário: “Não ir embora: ato de confiança e amor, comumente decifrado pelas crianças”.

- A Menina que Roubava Livros

Ele

Ele não era um príncipe encantado, desses de conto de fada, que todas as meninas sonham, nem o cavalheiro da armadura brilhante. Também não é de fato um idiota enrolado em papel alumínio. Ele é um homem com jeito de menino, que dá vontade de cuidar. É um pouco de dragão que solta fogo pela boca e esquenta a relação. Ele não é do tipo que me trás flores e chocolates. Também não veio de nenhum filme dos anos 20, nem usa cartola e bigode. Mas sempre vai trabalhar de terno, elegantemente lindo. Ele também não faz serenatas de amor em minha janela. Mas as vezes ele canta uma canção com seu violão, depois de ver um filme qualquer sobre música e Rock'n Roll. Confesso que uma vez ele tentou me surpreender, com digas de outras garotas, como se eu fosse como as outras garotas. Que usam calça leggin e bota no frio, e calça jeans e rasteirinha no calor.
Ele sabe que sou diferente, sei também que é por isso que ele não é um príncipe encantado, ele sabe que não precisa. Que a gente se ama assim, é quase cômico, muito sincero. Com generosas pitadas de ironia, sim ironia é nosso forte. E ele é forte, me abraça e me beija com tanto prazer. Eu poderia listar 10 coisas ou mais, das quias gostaria que um homem fizesse para mim, como flores no trabalho, chocolates na TPM, um sequestro relâmpago durante a noite, pra algum lugar qualquer onde as estrelas brilhem e a gente faça amor. Um jantar romântico. Ou algo do tipo. Mas ele não precisa de nada disso, por algum motivo o meu coração é dele. Do meu dragão, do meu menino, que não aprendeu como conquistar uma mulher normal, mas que me conquistou, eu que não sou nada normal. Não posso exigir dele que seja um pouco de tudo que eu venero, nem príncipe, nem cavalheiro. Só posso pedir que ele continue sendo ele, assim do jeito que sempre foi, sincero, meio atrapalhado, engraçado e apaixonado por mim.
Mesmo que seu amor não seja como os dos filmes e contos de fadas. Mas que é real. E que mesmo sem final me faz feliz para sempre.

Melissa Lobo.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

A verdade doí?!


Nunca acreditei que a verdade machuca, por isso as pessoas mentiam, porque era mais fácil mentir. Isso para mim, sempre foi desculpa de gente mentirosa, que não sabe lidar com a verdade.
Claro todo mundo mente, quem nunca deu bom dia pro Porteiro ou respondeu ‘Tudo Bem’ pro vizinho que perguntou como você está, quando na verdade o seu dia estava uma verdadeira porcaria sem nada de bom.
São mentiras irrelevantes, claro não deixa de ser mentiras, mas não afeta ninguém.

Fora isso, sempre transbordei sinceridade, já me chamaram de grossa, maluca. Já me pediram pra mudar, mas eu sempre continuei com esse meu jeito, sempre fui uma amante da verdade. Algumas pessoas não gostavam, não sabiam lidar com isso, mas conquistei muitos bons amigos com esse meu jeito. As pessoas sabiam que podiam confiar, e que se quisessem uma opinião sincera, eu daria. Até que um dia a verdade me machucou, sim estava eu lá feliz alegremente, com o meu boyfriend, tá não tão alegremente, pois estávamos passando por uma situação difícil, do qual desconhecíamos. Um aprendizado, uma nova lição diria. Mas que não é fácil. Nunca é pra ninguém.

Enfim. Ele me disse: ‘Eu te amo, mas não sei se vou ficar com você para sempre, para sempre me parece muito tempo.’ Tá certo, para sempre, me parece mesmo muito tempo. Mas porra, precisava me dizer isso, exatamente naquele momento. Logo quando tudo parecia meio abalado porque estávamos enfrentando o desconhecido. Então era assim, quando a corda balança você pula fora? A frase podia ter acabo no ‘amo’. Porque sim, aquilo me machucou, a maldita verdade, ele estava só sendo sincero. Porém achei covardia, dizer isso naquele momento. Não entendo porque as pessoas tem tanto medo do desconhecido. Não entendo. Tá fiquei mais revoltada do que machucada, mas confesso que algumas coisas eu não compreendo. Algumas verdades são estranhas isso sim, simplesmente não dá para aceitar. Tipo o mar é infinito? Pra mim  ele é indefinido e incontável o numero de gotinhas, não significa que seja infinito, mas o que o infinito mesmo?!

A verdade é que não existe nenhuma verdade absoluta, nenhuma mesmo. Tudo pode mudar, se transformar, tudo exatamente tudo. E se você acha que não, acredite logo mudará de ideia e notará que sim. É por isso que as vezes a vida que é tão simples, se torna tão complicada, e incompreensiva. Porque é difícil entender o que não é estável, o que está em uma eterna transformação e mutação. Mas quer saber eu gosto da vida assim. Faz dela um eterno desafio. Do qual estou disposta a enfrentar da melhor maneira possível. E por hoje esquece essa de ‘para sempre’, por que sim, até ele pode e vai mudar, seja pro bem ou pro mau.

É isso ai. Amanha talvez, discorde desse pensamento. Quem sabe?! Afinal tudo muda, e sempre vai mudar. Ou não.


Melissa Lobo. 

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Baseado numa historia legal


Ela já estava cansada. Outra garrafa de Coca com Vodka chegando ao fim. Olhava pra tela do computador e as palavras fluíam bem mais fáceis. Se sentia bem, o álcool a fazia bem. Escrevia tantas coisas pra tantas pessoas, pra si mesma. Um livro sobre o tudo e o nada, sobre as reflexões da vida. Sorria. O som do Pearl Jam tomava conta do seu quarto.

Do outro lado da cidade, ele aproveitava a noite nos braços de uma mulher peituda sem nada na cabeça. Era assim que passava o seu dia. Já não lembrava quantas cervejas tinha tomado, tudo rodava, mas ele não ligava pra nada. Ninguém podia falar o que ele deveria fazer. Ele que sabia da sua vida. E gastar dinheiro com mulheres, bebidas e jogos de azar agora era seu prazer. Sorria.

Ela vivia sua vida virtual adorando a solidão, não sentia falta de ninguém. Fechada em seu mundo preto e branco. Era torcedora do Corinthians. Daquelas quase fanáticas. Acompanha futebol. Gostava de saber. Seu melhor amigo celular, com musicas de todos os gostos. Andava pela cidade a passos largos, sem olhar pros lados. Só querendo chegar ao seu destino..

Ele pegou um ônibus para a casa dela, mas não conseguiu chegar na hora certa, se perdeu no caminho e ela teve que buscar ele, o que deveria ser o contrario. Fazia muito calor, pensava em na praia, viajem que foi adiada. Uma pena estava empolgado. Ele suava, preocupado, queria uma cerveja.

Ela comprava cerveja no mercado. Enquanto explicava como ele fazia para chegar. Ele estava uma hora atrasado. E ela estava sorrindo por isso. Pensava em sorvete de doce de leite. Mas não tinha. Pensou que gosto seria o beijo dele. Mas seria muito ousado pensar isso. Desejar ele parecia ser um problema sem solução. Quando pertenciam a um grupo do qual ela já beijara outro alguém um tempo atrás.

Ele chegou, sorriso tímido. Ela o abraçou mesmo estando todo suado, parecia sexy, ele era sexy, o cabelo estava bagunçado. Fizeram panquecas, tomaram cerveja. E guerra de agua. Espuma. E tudo que tinha na pia. Ele jogou ela no chão. Quase se beijaram, ambos pensaram na opção. Enquanto o coração dele acelerava. O dela parava.

Ela se aproximou da boca dele e fechou os olhos. Eles se beijaram. E fizeram amor. Sim foi amor, mesmo sem saber que se amariam no futuro. Devagar e intenso. Os olhos não desviavam um do outro.
Ela começou a reparar nele. Em quanto seu jeito era diferente de todos que se aproximavam dela. Ele seria diferente, mas eram todos iguais. Estava confusa. Ele se foi sem um beijo de despedida.

Sem saber que nunca havia beijos de despedida, quando tudo estava apenas começando.

E então viveram felizes para sempre…


Melissa Lobo

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Amar é como uma droga

No começo vem a sensação de euforia, de total entrega. Depois, no dia seguinte você quer mais. Ainda não se viciou, mas gostou da sensação e acha que pode mantê-la sob controle. Pensa na pessoa amada por dois minutos e esquece por três horas.

Mas aos poucos, você se acostuma com aquela pessoa, e passa a depender completamente dela.

Então pensa por três horas e esquece por dois minutos. Se ela não está por perto, você experimenta as mesmas sensações que os viciados roubam e se humilham para conseguir o que precisam, você está disposto a fazer qualquer coisa pelo amor.


sábado, 27 de abril de 2013

Ela dança como ninguém..


A música começa a tocar, e eu danço, e comando a festa
Garotas dançam até o chão
Garotos bebem e pedem mais
DJ aumenta o som, que a noite só está começando
Seus amigos falam de mim, mas me desejam
Roubo a cena, comigo é garantia de diversão
Enquanto eles falam, eu me divirto
Bem ou mal, desejo o mesmo a vocês.
Dizem que sou problema, mas sabem que sou a solução
Eu só quero dançar, a música entra em mim
E isso nunca vai mudar
Falem de mim ou não, quando eu passo todos olham
enquanto eu brindo e me eternizo em vocês
Pois sabem que nunca vão me esquecer
Se permitam mais, que você pode ser capaz.
Viver aqui não se explica
Ao som dos indícios do amor surgindo
Não posso ouvi-lós
Esse é o som, da minha vida.

Melissa Lobo.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Mas meu bem, eu sempre acreditei no amor, eu não acredito é nas pessoas.

Melissa Lobo
Ultimamente, tenho pensado
Que agora você pode ir aonde ela vai
Bem lá em cima, ou bem lá em baixo
E você será o único amor para iluminar as sombras no rosto dela
E o seu amor irá permanecer para sempre
No coração e na mente dela
Pois ela sou, e eu estarei com você por todo o tempo.

Resposta de Melissa Lobo referente a música ‘Wherever You Will Go - The Calling’





quinta-feira, 28 de março de 2013

Família, amor, felicidade e você

As crianças corriam pelo jardim. Enquanto você cantava uma canção e fazia o almoço de domingo. Despreocupada, apenas concentrada em cantar e fazer um bom almoço. Enquanto eu lia meu jornal. E me pegava sorrindo olhando pra você. Não é sempre que paramos pra pensar na vida e no que temos. Mas eu estava ali, parecendo um garoto de 21 anos apaixonado. Caindo aos seus braços, desdo dia que me abraçou. Mas eu estou nos meu tão temido e sexy 40 anos. E você na casa dos 30 e poucos ainda. Linda, como sempre foi. Minha garota, com os cabelos compridos presos no palitinho. 3 filhos e uma boa casa com piscina. Dois cachorros e um peixe. O soneca (bichinho de pelúcia) que um dia me dera, está se afogando nas babas da caçula. Finalmente me livrei do soneca.

Eu sempre soube que era feliz. Mas quando ouvia falar da tal felicidade, nunca soubera explicar direito. Mas nesse domingo de primavera eu vejo claramente que não poderia haver uma definição pra felicidade se não isso. Minha família  minha casa, meu jornal, a cerveja sobre a mesa, o soneca cheio de babas (Sempre quis um fim maligno para ele) e minha amada e bela mulher e seus dotes culinários. Confesso que a vida é um bocado complicada, mas a felicidade, bom ela é simples. As vezes parece estar escondida e indefinidade, ai você está ali vivendo mais um dia qualquer, e encontra ela sorrindo pra você. E claro eu sorri de volta.

Você agora me pergunta o que houve, porque estou sorrindo e te olhando. Eu poderia lhe contar tudo isso que pensei. Mas apenas te pego nos braços, e te levo pro quarto. E digo que te amo enquanto vou lhe despindo. Você chata diz que a comida está fogo, eu digo que eu também. Então você sorri e nós nos amamos mas uma vez. Você diz que me ama. Não há homem mais feliz nesse mundo. Acho que disse essa mesma frase a 19 anos atras quando você confessou com medo que me amava. Acho que quero mais um filho com teus olhos. Dividir esse amor sem fim, e multiplicar essa felicidade eterna.

Melissa Lobo.

Sorrisos, frio, infinito

Ela sorria para o mundo, como se um sorriso pudesse ser capaz de fazer as coisas melhorarem. Talvez fosse. Mas sabia que as coisas não ficaram bem tão cedo. Lá fora chovia, fazia frio, e ela ficara na janela lendo seu livro, perdidas em pensamentos. Como foi que as coisas chegaram a esse ponto? Já não sabia dormir cedo, já nem dormia muito. Quase nada.

Madrugada de Março. Desenhou um coração no vidro da janela. O mundo real parecia cada vez mais distante dela. A solidão lhe fazia companhia. Ela tinha amigos e um bom namorado. Mas eles estavam ocupados com suas vidas cheia de coisas, que não poderiam enxergar que a dela estava tão vazia. E ela não se importava, sorria. Se for pra morrer que seja sorrindo.

O silencio as vezes é bom, outras não. Ele pode lhe fazer enlouquecer. Gritou muitas coisas para ela. Verdades invisíveis, agora ao seu alcance. Ela era a mão que acolhia, a corda que te puxava, uma salvadora de vidas. Amiga para todas as horas. Cuidava quando na verdade precisava ser cuidada. Amava quando precisava ser amada. E não se importava. Estava tão acostumada. Se alimentava da felicidade alheia.

O que é a felicidade? O que é o amor? O que é a vida? O que é a morte? Poderíamos dizer que é viver intensamente. Querer a felicidade do outro sem pedir nada em troca. O inicio. O fim. Mas nenhumas dessas definições seria concreta. Tudo era o infinito. Um infinito de descrições, respostas e reflexões. Ela era o infinito. Sem descrições. Sem limitações. Sem fim. O tudo e o nada. Nada que pudesse ser compreendido. Tudo que pudera ser sentido.

Melissa Lobo